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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cannes 2012


Poster do Festival de Cannes 2012
Homenagem justa e merecida
a queridíssima Marilyn

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Quanto Mais Quente Melhor


A cena da famosa frase...

Sempre ouvi dizer que Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot, 1959) era a maior comédia do cinema. Vi o filme recentemente e discordo de que seja a maior comédia de todas (talvez a minha preferida seja outra, também com Marilyn), mas não nego que é uma das maiores. O filme marcou época e entrou para a história do cinema mais uma vez pelas qualidades do seu realizador que mais de uma vez já afirmei, foi um dos maiores e mais modernos de todos os tempos, modernidade não só de pela qualidade técnica, mas pelos temas e intenções, Billy Wilde. Em proposital preto e branco, começa com uma virtuosa cena de perseguição e segue sempre em crescente como deliciosa comédia. Tony Curtis, ainda galã, está ótimo e travestido de Josephine faz memoráveis cenas com Marilyn Monroe. Marilyn está mais diva do que nunca, ícone absoluto da sensualidade feminina nas telas, nunca a vi tão bela, tão irresistível com sua Sugar Kane, nome apropriadíssimo; a cena do primeiro show no hotel, com aquele vestido que lhe revela os incríveis seios, é hipnotizante. E o que falar de Jack Lemmon? Claro que são dele as cenas mais hilariantes como Daphne, como a da “festinha” no navio em que as moças começam um ataque de cócegas e ele começa a berrar por socorro. Sobre as cenas do navio, impressiona como Billy Wilde foi provocador e isso em 1959, época em que a censura ainda dominava os estúdios; as cenas em que aparecem cardumes de pernas femininas, lindas sereias coristas, são mais que um ousio, são um afago e um beliscão no público; Wilde filma a malícia disfarçando-a de inocência e, assim, consegue driblar censores atentos e encantar platéias atentas ou não. Voltando à personagem de Lemmon, ele rouba muitas cenas quando longe de Marilyn, como a cena em que dança tango ou o final do filme com as famosíssimas frases sua e do impagável Joe E. Brown como o milionário assanhado Osgood, apaixonado de Daphne. Fiquei com uma pulga atrás da orelha com a relação dos dois. Teria Wilde aprontado uma conosco?
O filme venceu o Oscar de melhor figurino, sendo indicado para direção, ator (Jack Lemmon), direção de arte, fotografia e roteiro adaptado. Ganhou os Globos de Ouro de filme de comédia ou musical, ator de comédia ou musical (Lemmon) e atriz para a querida Marilyn. 

domingo, 10 de outubro de 2010

Tudo sobre Eve







Bette Davis é famosa, sobretudo, por suas grandes vilãs e esse filme contribuiu para aumentar essa fama entre o público brasileiro desavisado, por causa do título do filme, A Malvada (1950); já que ela é a estrela do filme, pensavam que a malvada da história seria ela. O título “A Malvada” já está gravado em nossas mentes e nem nos ressentimos dele; mas vamos concordar que o título original All About Eve “Tudo Sobre Eve” é maravilhoso. O título sugere um dossiê e é isso que veremos na tela. O filme começa mostrando a elite do teatro reunida em Nova York, para uma importante cerimônia de premiação do teatro. Estão presentes Margo Channing, uma importante atriz da área e Eve Harrington, a triz mais jovem que ganhará o prêmio. Karen, amiga de Margo, e esposa do dramaturgo Lloyd Richards, é que relembra, através de flashbacks, tudo sobre Eve; a sua escalada rumo ao estrelato através da aproximação de Margo, como uma fervorosa fã. Eve não faltava a nenhuma apresentação de Margo. Uma noite, depois de mais uma apresentação, Karen pede a Margo que conheça uma grande fã sua. Eve, um poço de bondade e devoção, conquista Margo e vira sua secretaria particular. Nem todos caíram na conversa de Eve, pois Birdie, a acídula camareira de Margo, percebe algo de errado na moça e tenta alertar a patroa. Sempre tramando, Eve consegue, através de Karen, virar substituta de Margo no teatro e, um dia, quando Margo perde o trem, Eve se apresenta em seu lugar. Os jornais noticiaram a grande estréia de Eve nos palcos e esta dá entrevista criticando atrizes mais velhas que insistem em atuar em papéis que não estão de acordo com sua idade. Margo, cuja simpatia por Eve já vinha a algum tempo se tornando em hostilidade, fica mais irritada do que nunca. A cena da festa, em que Margo está soltando faíscas e ironias por tudo que é lado é talvez a mais famosa do filme. Suas falas, a maioria em relação à idade de Eve, são deliciosas. É nessa festa que aparece, em uma de suas primeiras aparições na tela, fazendo numa ponta, a figura de Marilyn Monroe, que se tornaria o maior ícone sexual do cinema. A inescrupulosa Eve continua em frente com seus planos, agora querendo tomar Lloyd, o marido de Karen, para que escreva peças onde o papel principal seja dela. O crítico teatral, Addison DeWitt, querendo Eve para si, investiga seu passado e descobre que a moça tem muito a esconder. Ele a chantageia e ela tem que ceder, tornando-se vítima do seu próprio veneno. Voltamos à cerimônia de premiação. Ela vence. O clima de amarga vitória é maravilhoso. Margo, magnânima a cumprimenta. Quando volta ao seu apartamento, Eve encontra uma bela e jovem adolescente chamada Phoebe, presidente de seu fã-clube... Filmes sobre os bastidores da fama sempre me atraem muito. A Malvada é, com certeza, um dos maiores filmes já feitos. Direção impecável do grande Joseph L. Mankiewicz (responsável também pelo roteiro); o elenco é irrepreensível: Anne Baxter, Gary Merrill, George Sanders, Hugh Marlowe, Celeste Holm e Thelma Ritter; Bette Davis mítica (melhor atriz em Cannes). Indicado a 14 Oscars: filme, direção, atriz (dois, para Bette Davis e Anne Baxter), atriz coadjuvante (2, para Celeste Holm e Thelma Ritter), ator coadjuvante, roteiro adaptado, direção de arte, fotografia, edição, som, trilha sonora e figurino; venceu: filme, direção, ator coadjuvante, roteiro adaptado, som e figurino.