Os dramas familiares já renderam grandes filmes e este tem um lugar especial. Come Back Little Sheba, cuja tradução brasileira tira toda sutileza de significado do título, conta a história de uma santa dona de casa e seu marido alcoólatra. Ela perdeu uma criança e tem na cadelinha Sheba um pequeno consolo dessa perda. Há uma aparente instabilidade regendo a vida deste casal até que recebem como hóspede uma linda jovem, quebrando de vez a instável taça e o que se derrama são as frustrações de ambos. Falar mais que isso seria contar todo o filme. O drama do alcoolismo já foi assunto de filmes importantes como Farrapo Humano de 1945 e aqui rende um filme tocante, onde nos comovemos o tempo todo com Lola, sofrendo com por este marido em contínua recuperação. Burt Lancaster está bem no papel de Doc, mas é Shirley Booth que brilha com “o fogo de mil sóis” (citando Shakespeare). A sua interpretação, vencedora do Oscar, é um deleite, onde comove com pouco, apenas um olhar piedoso e carinhoso para o seu querido Doc; poucos atores são capazes desse feito, evocar com o olhar toda uma vivência do personagem. Um dos meus filmes preferidos.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Come Back Little Sheba...
Os dramas familiares já renderam grandes filmes e este tem um lugar especial. Come Back Little Sheba, cuja tradução brasileira tira toda sutileza de significado do título, conta a história de uma santa dona de casa e seu marido alcoólatra. Ela perdeu uma criança e tem na cadelinha Sheba um pequeno consolo dessa perda. Há uma aparente instabilidade regendo a vida deste casal até que recebem como hóspede uma linda jovem, quebrando de vez a instável taça e o que se derrama são as frustrações de ambos. Falar mais que isso seria contar todo o filme. O drama do alcoolismo já foi assunto de filmes importantes como Farrapo Humano de 1945 e aqui rende um filme tocante, onde nos comovemos o tempo todo com Lola, sofrendo com por este marido em contínua recuperação. Burt Lancaster está bem no papel de Doc, mas é Shirley Booth que brilha com “o fogo de mil sóis” (citando Shakespeare). A sua interpretação, vencedora do Oscar, é um deleite, onde comove com pouco, apenas um olhar piedoso e carinhoso para o seu querido Doc; poucos atores são capazes desse feito, evocar com o olhar toda uma vivência do personagem. Um dos meus filmes preferidos.
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